Foto: Enciclopedia de la Literatura en México
SALVADOR ALANIS
( MÉXICO)
Salvador Alanís Duque (9 de novembro de 1912 – 26 de julho de 1998) foi um atleta mexicano . Ele competiu no salto triplo masculino nos Jogos Olímpicos de Verão de 1932 [e foi o primeiro mexicano a competir no evento nas Olimpíadas.
Alanís também ganhou bronze no salto triplo nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe de 1935 e prata no torneio de voleibol masculino nos Jogos Centro-Americanos e do Caribe de 1938. Ele atuou como vice-presidente da
Federação Mexicana de Atletismo (FMA) durante os Jogos Olímpicos de Verão de 1968 [e como diretor técnico da Confederação Deportiva Mexicana durante os Jogos Centro-Americanos e do Caribe de 1974.
Notas
Neste nome espanhol, o primeiro sobrenome ou sobrenome paternoé Alanís e o segundo sobrenome ou sobrenome materno é Duque .
SALVADOR ALANIS
BESTIARIO INMEDIATO – muestra de poesia mexicana contemporânea. Prólogo y compilación César Arístides. Ciudad de México: Ediciones Coyoacán, 2000. 129 p. +7 hojas. 13x21 cm. ISBN 970-633-171-9
N. 06 235 Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda
TEXTO EN ESPAÑOL
NOCTURNA CORRIDA
a Ernesto Garcianava
No quisimos volver regresamos a las mismas cosas,
noche a noche, taciturnos,
sentados en un ruedo de provincia,
observamos la lídia que empezaba.
Como siempre vi morir a toreros cornados,
festejé su desangre en los corrales,
y entre cada muerte bebi un poco de agua
— así está bien,
así nos aclaramos la garganta.
Hasta el amanecer vivir la misma cosa.
Cada morir,
cada retorno de matador caído
se convierte en un capote desgarrado.
Al salir el sol las bestias se calman.
Ya no muerden ni desgarran los muñones.
Hoy pienso, tendido por la sombra,
que nunca me sentó bien la montera,
que viviría mejor cerca de un faro
hartándome de brisa hasta las llagas,
no volviendo ya jamás
a obedecer mi natural instinto
de embestir cabisbajo los capotes.
TEXTO EM PORTUGUÊS
Tradução de Antonio Miranda
TOURADA NOTURNA
Para Ernesto Garcianava
Não queríamos voltar,
voltávamos às mesmas coisas,
noite após noite, taciturnos,
sentados numa arena de província,
assistíamos o início da tourada.
Como sempre, eu via toureiros serem chifrados até a morte, celebrava o seu sangue nos currais,
e entre cada morte eu bebia um pouco de água
— isso é bom,
é assim que limpamos a garganta.
Até o amanhecer, viver a mesma coisa.
Cada morte,
cada retorno de um matador caído
torna-se uma capa rasgada.
Ao nascer do sol, as feras se acalmam.
Elas já não mordem nem dilaceram os tocos.
Hoje penso, deitado à sombra,
que o chapéu de toureiro nunca me caiu bem,
que eu estaria melhor perto de um farol,
saturando-me com a brisa até as feridas,
estivessem em carne viva,
não regressando jamais
para obedecer ao meu instinto natural
de avançar cabisbaixo em direção aos cabos.
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Página publicada em fevereiro de 2026.
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